Crônicas do Torcedor: ACABOU, primeira camisa e coleção de 400.

Torcedor e Colecionador botafoguense

No dia 17 de dezembro de 1995, eu estava vendo a final do Brasileiro de 1995 com o meu pai. Notei ele bastante nervoso, mas não sabia, ou não tinha registrado, a informação de que ele era Botafogo.

Um parenteses rápido, até então o que eu tinha de referência de futebol era a Copa de 1994 que, apesar de ter 4 pra 5 anos, eu acompanhei e sabia o que tava rolando.

Eu já sabia o que era futebol. O primeiro jogo de clubes que eu parei pra ver inteiro, foi o Fla x Flu do Gol de Barriga, mas nenhum dos times me chamou lá muita atenção. E vi o Brasileiro daquele ano.

Na escola, uma editora entregou uns cards do Brasileirão e cada aluno ganhou 5. Os meus eram todos do Santos e meu pai me contou que o goleiro era filho do Pelé.

Ainda vi o Santos arrasar do Fluminense na semifinal. Tava até pendendo pro Santos, mas na final vi com mais atenção que qualquer outra coisa.

Meu pai, em outro momento no meio daquele Brasileiro, disse pra eu escolher um dos quatro grandes do Rio e não o Santos, porque seria mais fácil para ir aos jogos, achar camisa, etc. Não dei bola na hora, mas, posteriormente, no dia da final, o Botafogo foi campeão.

Foi a maior festa e o maior “ACABOU!” que vi meu pai gritar na vida. Nem havia dúvidas: estava escolhido. Eu era Botafogo.

Daí, no dia 19 de dezembro, dois dias depois do bicampeonato, meu pai chegou em casa e mandou eu fechar os olhos. Me vestiu com algo, mas eu nem imaginava.

Ainda tampando meus olhos, me levou para um espelho e me pediu para abrir os olhos. Era a camisa do Botafogo. Com o número 7 do Túlio.

Até hoje tenho esta camisa e foi ela que deu início a uma história de 23 anos de colecionismo de camisas de futebol e de uma paixão incorrigível chamada Botafogo.

Hoje, esta coleção conta com mais de 400 camisas, mas esta coleção não seria nada se não fosse a primeira, que anos e anos mais tarde, eu pedi pro Túlio, o Maravilha, autografar o número 7.

Se meu quarto pegasse fogo e eu tivesse que escolher entre o armário das camisas ou essa primeira, que nem original é, certamente eu escolheria a primeira.

Hoje, tenho uma homenagem à coleção de camisas tatuada no braço. Claro que todo o brilho e todo destaque vai para aquela, que é a primeira de todas.

Aproveitando a proximidade do segundo domingo de Agosto, eu só queria dizer: Obrigado, pai!


Esse post foi produzido por um leitor do blog da RetrôMania. Você também pode contar sua história para nós! Clique aqui e saiba como enviar seu conteúdo.

Compartilhe:

Deixe seu comentário!